quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amigo

Amigo é amigo! Não se define, você o sabe.
Não há medida pra amigo, não há prazo de validade.
Amigo é atemporal.
Amigo é aquele que você tem vontade de estar sempre junto,
Sem explicação.
Amigo já vem pronto, você não molda.
Amigo é tudo de bom
e melhor que amigo só mesmo um abraço de amigo!

Aos meus amigos de verdade, estejam onde estiver,
Feliz dia do Amigo!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Somos loucos por bike...


Topo do mundo

Era uma vez um bando de malucos, nem mais que meia dúzia, que acorda cedo num sábado, que pula da cama e não reclama.
Era uma vez um bando de loucos, que encara a estrada, que monta suas máquinas desmotorizadas e parte em busca de sonhos, de sensações indescritíveis, de emoções inexplicáveis.
Era uma vez um lugar apelidado de “Vale dos Búfalos Barrigudos”.
Era uma vez um conto de fantasias, que torna real nossos sonhos, que faz valer a pena a vida.

O bando de loucos. Josy, Rodrigo, Wagner Fat e Leandro.

...e louco somos...Eu, Josy, Wagner Fat e Rodrigo.
Loucos por cachoeiras... 
Loucos por single tracks, mato e subidas...

Loucos por natureza...


LOUCOS!!!


Eu sou louco! (Lá atrás os búfalos Barrigudos e o seu vale)

Rodrigo não regula da cabeça 
Josy não bate bem...

Wagner tem um parafuso a menos

Leandro é pirado!

Somos loucos, alucinados, por emoção, por amizade, por verde, por ar puro, por bikes, por coisas simples que a vida nos dá e cobra muito pouco por isso.
E por isso somos assim, e por isso somos felizes assim.

Nossas janelas são as porteiras. Vemos nosso mundo assim!

Este dia fantástico aconteceu assim: Saimos de Juiz de Fora por volta de 8 da manhã. Fomos até Lima Duarte de carro. Começamos o pedal por volta de 9:30h. Fizemos 17 km de asfalto, pegamos uma estrada de terra, paramos pra comer pastel de R$ 0,70, pegamos uma estrada secundária, depois trilhas abertas, trilhas fechadas, locais desertos, vale dos búfalos, subidas infernais, descidas estonteantes, visuais sem igual.
Pedalamos um total de 58 km mas pareceram 80km.
Retornamos a Lima Duarte por volta de 16h.
Paz de espírito, higiene mental, cansaço, alegria de viver.
Como diz o filósofo Leandro Bissolli: "Os bons garotos vão para o céu, nós os bikers, vamos a qualquer lugar."
Thank's life! 


segunda-feira, 4 de julho de 2011

balsa


A cachoeira, um pouco mais seca, ainda é a mesma!

Os momentos daquele 9 de janeiro ficaram gravados nas fotos, nas nossas mentes e em nossos corações.
Houve descida escorregando na cachoeira, teve machucado com curativo improvisado com a camisa da Cris. Teve muito barro e teve balsa que não atravessou o rio. A volta não foi nada fácil.
Pouco mais de 2 anos depois as fotos não mostraram mais as mesmas pessoas. Remanescentes daquele dia éramos apenas eu, Leandro e Thales.

A turma daquele 25 de janeiro de 2009. Andre, Thales, Jainer, Gabriela, Cris, Elaine e Eu. Leandro clicou! O Thanius tambem foi, mas não aparece na foto!
Gabi, Cris, Thanius, Elaine, Andre e Jainer fizeram falta.
Outros personagens apresentaram o espetáculo de ontem.
Não houve manga “roubada” na beira da estrada, barro também não tinha e a balsa dessa vez funcionou.
Foram muitas as lembranças de um tempo que não volta mais, mas o tempo não para, e vamos seguindo em frente, por onde a vida nos levar.

Os novos protagonistas. Dos dois primeiros a esquerda da foto não guardei o nome. Depois: Thales, Nando Zambrano, Wagner meu xará, Eu, Denise, Ramon, Max, Flavio, Herberth, PC, Marcelo, Josy e Betinho. De novo Leandro ficou de fora, ele que bateu a foto.

Ontem o grupo foi bem maior. Éramos 15 bikers rompendo a manhã com seu sol preguiçoso de um domingo onde Juiz de Fora se despedia de Itamar Franco, enquanto nos despedíamos dos carros, das buzinas, e íamos sentir o cheiro do mato, lavar nossas almas com água de mina, nos lambuzar de ar puro, nos empanturrar de verde, nos fartar de amizade!   

HÁ DOIS ANOS ATRÁS (domingo, 25 de janeiro de 2009)

A balsa afundada! Jainer e Leandro com sorriso amarelo...
Havia muito barro. Cris que o diga!
Era verão e deu até pra curtir um tobogã na cachoeira. Gabi e eu.

2 ANOS DEPOIS (domingo, 03 de julho de 2011)

Teve asfalto com vistas deslumbrantes...
Não teve Max? 
 Teve filho e pai...
Mas não teve barro não, a Josy gostou.
Mas teve balsa dessa vez, teve sim senhor!
Justa homenagem ao Leandro que bateu as fotos em 2009
Não podia faltar o tradicional pão com mortadela
...nem a alegria de um domingo com os amigos do pedal!!!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Shadows

Minhas sombras me levam onde quero ir...


Foto clicada pelo Thanius há anos atrás, em um de seus costumeiros momentos de inspiração nos cliques. Eu estava do lado.

Foto "subtraída" do blog da minha amiga Liège (http://andanhos.blogspot.com). Pra variar de rara beleza plástica!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Bike, bike e bike...


Há coisas que nos apaixona,
Há aquelas que nos vicia, as que nos alimenta.
Há também aquelas que reúnem tudo isso.
Ser um biker é algo próximo disso.
Trilha da Santinha, ou do Passa Um.
Um misto de vistas deslumbrantes com trilhas técnicas e surreais.
Em alguns pontos o mato alto chega a fechar completamente a trilha.
Conduzimos as bikes sem nem mesmo ver o chão.
O instinto nos guia.
O capim fere as pernas, os galhos espetam os braços.
São marcas da batalha.
O suor farto, mesmo sob o frio cortante, é prova inconteste da superação.
A trilha ficou pra trás, com seus desafios e encantos, como uma velha amiga, que espera de novo,
para breve, mais uma de nossas intrépidas visitas.

Meu xará Wagner Barrigudos e eu! Com a câmera no capacete flagrou belos momentos!

A turma toda. Não dá pra citar nomes, a maioria é novata.

Cadê a trilha??

Feriado (que de fato não é feriado) sugere um pedal. Encontro marcado para as 8:00h no posto de gasolina do parque da Lajinha. Espanto nosso quando vimos que nada menos que 11 bikers apareceram, metade era de uma turma nova, que aderiu ao nosso pedal.
O destino era a trilha da Santinha.
A escolha não poderia ter sido melhor.
As fotos acima não mentem.
Perdeu quem ficou dormindo!


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Thiago's Lands

Sábado passei o dia no sitio do Thiago.
Saímos cedo de Juiz de Fora. Às 7 em ponto já estava na porta da casa da Josi pra pegar o Julinho.
Quando chegamos lá o Thiago e o Ton ainda não haviam chegado.
As 9 da manhã abrimos a primeira lata de cerveja, colocamos um dvd da Paula Fernandes, "ligamos" a churrasqueira, pegamos umas varas de pescar (apesar de pesca não ser meu hobbie favorito), como desculpa pra ficar contemplando a lagoa e sua calma.
De repente pedi ao Julinho papel e caneta.
E saiu isso que está aí embaixo.
Valeu Thiagão, pelo dia inesquecível nas terras de Thiago!

                                A varanda

Da varanda emprestada posso ver além de mim mesmo.
O sossego dentro de mim, vez por outra cortado pelos pensamentos, não me deixa disfarçar meus sentimentos.
O cheiro da terra, o sol manso que nasceu com preguiça, o deck ainda molhado pelo orvalho da noite fria, tudo remete a sensações que nem ouso descrever.
Tem ainda a música dela que toca ao fundo e me toca fundo.
A paz impera, o silêncio, de tão quieto, incomoda.
Busco a caneta e meu amigo papel. Preciso urgentemente compartilhar com ele esse momento.
Dádiva! Presente do universo para mim.
O paraíso é aqui mesmo - escrevi!
E sentado aqui, cercado por uma fotografia natural, ouço o vento que roça o mato, que alisa a água da lagoa que se tornou minha amiga...
E consigo ver muito além de mim.
E lá fora, bem fora de mim, a vida segue calma como se eu nem estivesse ali...Mas estou!
Sou testemunha dela, dessa vida emprestada, tal qual a varanda que me acolhe agora,
que me permite ser, simplesmente, feliz...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Pobres moças

Aconteceu hoje em São Paulo um desfile de moda da grife Maria Bonita.
Como de costume no desfile foi possível apreciar as modelos em suas formas esquálidas, em suas expressões vazias e feições fantasmagóricas.
Pobres moças, que em nome de uma beleza estúpida, que poucos conseguem enxergar, se submetem a uma vida sem sentido, onde os ditames da moda criam seres sem vida, com olhares vazios.
Pobres moças que apostam todas as suas fichas em uma carreira que invariavelmente as destruirá.
Tal como no futebol que ilude, onde poucos chegam a ser um Neymar, esse mundo da moda (que moda? alguem usa isso nas ruas??) faz algumas Giseles e uma enormidade de desconhecidas que doam suas vidas na vã esperança de um dia chegar a algum lugar, mesmo que para isso tenham que destruir aquilo que de mais precioso possuem: seus próprios corpos.
Esse mundo sórdido, particular, de poucos, que vive à margem do resto do mundo, que insiste em querer nos convencer de que faz o que é belo, não enxerga nada além dos exorbitantes lucros gerados pela treslouquice dos que alimentam esse delírio insano.


Alguém, em sã consciência, pode dizer que isso é bonito?

Pobre moça, de olhar vazio e distante...

domingo, 29 de maio de 2011

Domingo diferente

Antes da largada tudo é festa. 
Na foto: Erika, Flavio, Vânia, Cris, Josy, Fred, Leandro, Eu e a princesinha do Max e da Erika e Max de camisa azul. O de camisa branca la atrás eu esqueci o nome.

Nem tudo na vida é pedalar,
e é isso que acho legal nessa nossa turma.
Tem hora de pedalar, de correr, de biritar!
Hoje as bikes tiraram um dia de folga e nos permitiram
fazer aquilo que mais gostamos: estar com os amigos!
A desculpa de hoje foi uma corrida de 6,5 km patrocinada pela Camillo dos Santos.
A largada foi no portão do estádio municipal.
Josy, de cabelo novo, se achando...ha,ha,ha.

Eu, parado há mais de 3 anos com corridas, me aventurei...e não fiz feio não!
Percurso cumprido em 40 minutos a uma velocidade média de 9,9 km/h.

Graças ao frequencímetro emprestado pelo Max que eu pude conferir minha performance.
Prometo treinar e melhorar esse desempenho, quero deixar Leandro e Josy pra trás...he,he,he!
Mas isso na verdade não conta. Não há disputa. O que vale é rever os amigos, respirar aquela atmosfera de vida saudável, superar seus próprios limites, e queimar as cachaças e as picanhas do sábado!
Final de corrida! Olha a pose da filhinha do Max!! Alegria pura! Brigadão domingo!!


Grandes amigos Fred e Cris.

E como costumo dizer: perdeu quem ficou dormindo! 
Mais pra frente tem mais. Eu tô dentro...e você?



segunda-feira, 23 de maio de 2011

Quanto vale?


Quanto vale ter um filho?
Quanto vale poder estar com seu filho?
Quanto vale dividir com seu filho uma paixão por um esporte?
Quanto vale um momento feliz?
Um momento que te realiza,
que te transborda,
que você não consegue mensurar a dimensão?

Ontem Thales voltou às trilhas depois de um ano e meio parado.
E o joguei numa maior roubada.
Encarou logo a trilha da Santinha.
Tinha lugar que não se via a trilha, somente matagal.
Saímos com as pernas marcadas pelo mato, espinhos e moscas.
Mas saímos marcados também pela superação,
pela sensação maravilhosa de ter ido além dos limites.
Isso é pra poucos, e me sinto um sortudo por viver momentos assim.
E com meu filho então...nem se fala.
Isso não tem preço...
Mastercard que o diga!


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Um dia frio

Um dia chuvoso qualquer,
sombrio,
cinza,
frio.
Um domingo por exemplo.
Chuva fina, que molha sem perceber.
Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro.
Livro que não foi lido.
O pensamento lá em você.
Eu sem você não vivo.
Um domingo que rolou.
Que não volta mais.
Uma música que nem ouvimos.
Mas que marcou.
O dia ainda é frio.
O pensamento ainda está em você.
O livro descansa na cabeceira.
O pensamento ainda viaja em você.
Você.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Foto




Eu gosto dessa foto.
Ela tem verde. Muito verde.
Ela tem as montanhas e os caminhos das geraes.
Tem uma árvore como moldura, tem um céu azul demais.
Ela mostra o meu cansaço, mas mostra também a superação,
Me coloca no topo do mundo, me faz enxergar onde a visão nem alcança.
Pra essa foto não há distância, não há tempo.
Existe apenas o lugar.
Longe de tudo, longe de todos, menos de mim e dos meus pensamentos.
Nessa foto tem uma sombra legal, tem eu de verde que nem o matagal,
Tem eu olhando pra você, fazendo você me enxergar.
Nessa foto tem estradinha lá embaixo por onde eu passei,
Tem estrada cá em cima onde eu ainda ia passar.
Essa foto tem história, essa foto traz momentos, essa foto é minha amiga,
Me faz viajar nos pensamentos.
Eu gosto dessa foto, do momento que eternizou,
Dos lugares que me levou, das histórias que me deixou contar.
Ahh....e tem cupim pra sentar!

domingo, 8 de maio de 2011

Mãe

Hoje foi um pouco diferente dos anos anteriores.
Aliás, desde que me separei tem sido bem diferente,
mas este ano foi ainda mais.
Não houve aquele tradicional almoço na casa da mãe,
aquele falatório, a bagunça generalizada.
Não houve também o almoço no restaurante,
geralmente sem graça, impessoal, fugaz.
Usamos a velha fórmula do churrasco.
O cenário escolhido foi a casa da Leda, minha irmã.
A escolha foi acertada.
Minha mãe pôde de novo ter a dimensão da familia que criou,
e entre boas picanhas, cervejas geladas, videos de músicas que sempre nos reservam momentos ímpares
e uma ou outra partida de buraco, fomos brindados com uma bela sacada do Julinho, meu sobrinho.
Quando reuniu todos na cozinha e me pediu que lesse alguma coisa eu já adivinhei que algo de muito bom estava por acontecer.
Eu não errei.
Foi difícil segurar as lágrimas quando li aquelas palavras, quando vi várias mães me fitando
e num canto a minha mãe que a tudo ouvia quieta,
talvez concordando com tudo, talvez repassando o filme de sua vida
e de como teria feito surgir aquela familia que agora estava reunida naquela cozinha.
Brindo vocês com o poema de Drummond que li na cozinha.
Um presente de Drummond, um presente do Julinho.

PARA SEMPRE


Por que Deus permite que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite, é tempo sem hora,
luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba,
veludo escondido na pele enrugada,
água pura, ar puro, puro pensamento.
Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça, é eternidade.

Por que Deus se lembra - mistério profundo- de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei:
Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho
e ele, velho embora, será pequenino
feito grão de milho.


Minha mãe Luiza, do alto de seus inacreditáveis 84 anos de pura vivência e lucidez!



segunda-feira, 2 de maio de 2011

Saudade

                                Thanius. Dublin, Irlanda. Bem longe da gente.

Saudade é coisa engraçada,
bate de repente, não pede licença pra gente.
Saudade vem de mansinho vai machucando sem sangrar.
Fica pairando sobre nossa cabeça, dispara o coração,
coloca nó na garganta, faz gaguejar.
Insiste em marejar os olhos,
faz pendurar na parede aquela foto que nunca importou tanto.
Saudade é coisa diferente de tudo que a gente sente.
Saudade é saudade, nem dá muito pra explicar.
A gente sente, respira fundo, continua em frente,
abre um sorriso escondido, acanhado,
que se diverte com a lágrima teimosa que sai de dentro da gente.
Saudade, no fundo, é dor gostosa de sentir.
Faz parte da vida da gente.

domingo, 1 de maio de 2011

Represa


Há prazeres que não se descreve, apenas sente-se.
Pedalar pelas trilhas da Represa João Penido aqui em Juiz de Fora é um destes prazeres.
Hoje fez um dia lindo em JF.
O sol convidou pra ir na represa, a gente obedeceu, ela retribuiu.
Alma lavada, espirito renovado, baterias recarregadas.
Que venha mais uma semana. Tiro de letra.