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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Domingo Fervendo

Tem uma frase que nós bikers costumamos usar: “Montain bike é bom porque é ruim, se fosse pior seria melhor”

Diogo, Julio, PC, Flavio, Eu, Denise e Miguel Giovaninni.

Domingo passado eu pude entender essa frase de fato como ela é.
Foram 54 km debaixo de um sol pra lá de escaldante.
Subidas intermináveis, trilhas com árvores caídas no meio do caminho, lago para nadar, trechos de asfalto, trilhas single track, estradões, descidas radicais...macaquices em árvores e sol, muito sol!

Eu e as macaquices...acho que o sol quente afetou o cérebro!!

Um banho de lago não faz mal a ninguém

Denise e Eu.

A coisa ficou tão preta que em dado momento acabou a água de todo mundo e tivemos que percorrer mais de 5 km a seco.
Dona Maria Helena, numa casinha bem simples na beira da estrada, nos salvou com algumas garrafas de 2 litros de uma água deliciosa e surpreendentemente gelada.
Mais adiante um banho de mangueira de uma água de poço, deliciosamente refrescante!

Eu dando um banho no PC e no Flavio

Saí de casa 08:15h e retornei 16:00h. Foram mais de 7 horas de rolé e o computador da bike marcou 4 horas e 15 minutos em cima da bike pedalando.
Parecia que a cabeça ia ferver. Não havia água que bastasse, nem pra tomar, nem pra jogar na cabeça numa tentativa mais psicológica do que propriamente dito prática, de baixar a temperatura. Quando a água acabou então...
No finalzinho, lá pelos lados do bairro Bandeirantes fechamos o rolé com chave de ouro: Um caminhão de abacaxi à vista. Foi uma festa. Uma daquelas aventuras pra eu me esquecer que já tenho 50 anos. Pura superação


Abacaxi que te quero doce e maduro!


domingo, 23 de janeiro de 2011

O retorno de Jedi

“A dor é passageira, desistir dura para sempre”
(Lance Armstrong)




Os médicos diziam que eu levaria 45 dias pra andar.
Eu nem sabia como faria isso.
Hoje, exatos 49 dias depois do acidente eu voltei para a bike, para o suor, para a poeira.
A galera atendeu ao meu pedido e fizemos um estradão.
Eu não me achava ainda preparado pra uma trilha.
Mas não me deram moleza não.
Chácara era nosso destino.
Entre descidas e subidas, algumas fortes, e as belas paisagens de sempre, percorremos 54 km.
O sol ajudou, não estava tão forte.
Flavio Toscano, Maxwell, Felipe (da Marcela), Thanius, Marquinho, Nando Zambrano, Thiago e outros dois que não sei o nome estavam lá,
testemunhas de uma superação, de que somos muito mais do que imaginamos e podemos ser.
Nesses meus anos de andanças de bike eu percebi que além das curvas deve sempre haver um horizonte, mas se não houver, devemos buscar a próxima curva, mais cedo ou mais tarde ele surgirá.