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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Bike, bike e bike...


Há coisas que nos apaixona,
Há aquelas que nos vicia, as que nos alimenta.
Há também aquelas que reúnem tudo isso.
Ser um biker é algo próximo disso.
Trilha da Santinha, ou do Passa Um.
Um misto de vistas deslumbrantes com trilhas técnicas e surreais.
Em alguns pontos o mato alto chega a fechar completamente a trilha.
Conduzimos as bikes sem nem mesmo ver o chão.
O instinto nos guia.
O capim fere as pernas, os galhos espetam os braços.
São marcas da batalha.
O suor farto, mesmo sob o frio cortante, é prova inconteste da superação.
A trilha ficou pra trás, com seus desafios e encantos, como uma velha amiga, que espera de novo,
para breve, mais uma de nossas intrépidas visitas.

Meu xará Wagner Barrigudos e eu! Com a câmera no capacete flagrou belos momentos!

A turma toda. Não dá pra citar nomes, a maioria é novata.

Cadê a trilha??

Feriado (que de fato não é feriado) sugere um pedal. Encontro marcado para as 8:00h no posto de gasolina do parque da Lajinha. Espanto nosso quando vimos que nada menos que 11 bikers apareceram, metade era de uma turma nova, que aderiu ao nosso pedal.
O destino era a trilha da Santinha.
A escolha não poderia ter sido melhor.
As fotos acima não mentem.
Perdeu quem ficou dormindo!


terça-feira, 13 de abril de 2010

Havia pedras pelo caminho

As pedras do caminho

Drummond se encantaria.
Simples, todas elas. Aos milhares. Mas quando Ciro avistava uma, por menos especial que parecesse, ela o encantava. Se dava ao trabalho de parar a bike, abaixar e pegar. Fazer-lhe uma reverência e guardar. Uma pedra. Uma simples pedra.
Saímos de Juiz de Fora um pouco atrasados. Apesar do Leandro ter me pegado as 06:40h em casa não demos conta de sair as 07:00h como combinado. Esqueci óculos, capacete, luvas... O Filippe também atrasou. Enfim, o que importa é que pegamos estrada rumo a Conceição de Ibitipoca. O plano era chegar ao arraial, deixar os carros e partir pra trilha previamente experimentada pelo Filippe e Cia. E assim foi feito.
Descidas alucinantes, subidas estafantes, visuais indescritíveis, momentos de rara emoção.
As pedras continuavam a ser recolhidas, como troféus de uma batalha sem perdedores. Eu fui agraciado com uma. Guardei.
A turma.
Ciro, Eu, Hugo, Filippe, Leandro e Charlie 

A ida no carro do Leandro. A bordo ele, eu e Charlie. Na frente o carro do Filippe.

A chegada em Ibiti

travessia

Ciro, Charlie, Filippe, Hugo, Leandro e eu. Eis os guerreiros, cavaleiros de sonhos, de desafios, de uma luta onde todos são vencedores.
Nossos troféus são forjados em barro, poeira, em visuais plasticamente construídos pela caprichosa natureza, por seus caminhos tanto tortuosos quanto mágicos. Eles estão lá, pra quem quiser ver, e nós os bikers, como ninguém, sabemos extrair o máximo disso tudo. 

O infinito

Liberdade, abra suas asas sobre mim!

Descemos esta pedra sim senhor!!
Leandro, Filippe, Eu e Charlie.

Gelaaaaaaaaaaaaaaaada!!!!!

A frase não é do Leandro, mas ele sempre a professa: “Os bons meninos vão para o céu, os bikers a qualquer lugar”. Essa frase, aliada às fotos, dá bem a dimensão do que vivemos, e nesse sábado em especial vivemos uma aventura além da nossa imaginação. Não apenas pelo grau de dificuldade, não apenas pela paz de espírito, nem tão somente pelo ar puro e pelo visual, mas também pela amizade e pelo companheirismo que une os bikers. Pelos momentos em que simplesmente esquecemos que possa existir algo além daquilo que nossas vistas alcançam.

Companheirão Leandro

Filippe enxergando uma semana à frente.

Hugo....um mês!!

No Ibitilua no retorno ao arraial

Eu e meu mega amigo Filippe no Ibitilua.

Ciro presenteando Filippe com uma pedra...figuraça!!!

Os presentes de Ciro, nossas amigas pedras, trocaram de lugar. Hoje posam imponentes na minha janela, contemplam meus pensamentos e acompanham minhas palavras tecladas.
Elas me entendem.
Elas estavam no caminho.
Drummond se orgulharia. 

domingo, 4 de abril de 2010

Pedalando

Hoje teve rolé.
Hugo que andava sumido apareceu, junto com Filippe, pra quem não sabe, os irmãos Franzone.
Também compareceram Leandro e Denis. Thanius dessa vez furou.
Saímos do posto do São Pedro, ponto de encontro e fomos em busca de um down hill anunciado pelo Filippe, que fica lá pras bandas do Milho Branco, começando pelo alto do São Pedro. Belas descidas. Comprei terreno duas vezes, gíria de bikers que significa “cair”. Nada de grave, pelo contrário, adrenalina faz bem...
Depois retornamos para a BR-040 passando pela estrada do Pedra Bonita. Um elo da corrente da bike do Filippe entortou e tive que mais uma vez mostrar meus dotes mecânicos e retirá-lo como numa delicada cirurgia...rs.
Na parada pro conserto pudemos fotografar uma pérola em forma de placa.
Está escrito: “Favor não jogar animais mortos nen resto do animal! Obrigado.” [sic].


Esticamos um pouco mais pelo caminho do canil e voltamos passando pelo Bar Curral.
Dessa vez não teve caldo de cana no tio de São Pedro.
Saímos 8:30 e antes de 11:00 estava em casa. Ao todo 35 km.
Valeu  pra esticar as pernas e ter um motivo pra sair da cama.
Essa semana devo voltar para a academia e melhorar também a alimentação. Tenho sentido os rolés, sinal de que o condicionamento físico esta precisando de mais atenção.
Ah, você viu que meu blog já alcançou 30 mil visitas?
Vai vendo aí...tô fraco não!
Valeu!!

                                                        Hugo, Eu, Filippe e Leandro.

Hugo, Filippe, Denis e Leandro.

domingo, 14 de junho de 2009

Deu no New York Times


A Tribuna de Minas noticiou nossa aventura. Saiu publicado no caderno de esportes do domingo passado, quando a gente largou para a aventura.


domingo, 7 de junho de 2009

Partiu...pra valer!


No Bacco, o jantar de confraternização.

Ontem iniciou oficialmente o evento Cicloturismo Juiz de Fora a Arraial do Cabo - 450km.
Num jantar no Bacco, restaurante do Hotel Victory Business, onde todos os partipantes foram apresentados. Alguns familiares tb compareceram (senti a falta de alguém...)

Leandro foi na largada na UFJF. Jainer tb, mas chegou depois da foto.

Domingo 7 e meia da manhã, serração baixa, friozinho batendo na cara, na UFJF. Cafe da manhã farto, servido ao ar livre sob uma barraca da empresa do Marcelo, um dos organizadores do evento.

Bem, ate aqui tudo bem. Jantar, cafe da manhã, amigos, familia, mas a aventura começou mesmo quando deixamos isso tudo pra tras e colocamos o pé, ou melhor, os pneus na estrada.
Passamos pela Graminha (aquela saida lá pelo Carrefour). De la fomos para Matias Barbosa. Antes um pouco entramos pra Sarandira, depois passamos por Pequeri onde almoçamos e finalmente Mar de Espanha.

Miguel implicando com a minha tattoo

Eu e Guilherme. Meu companheirão, inclusive de quarto na primeira pousada.

Minha Trek emoldurando as belezas que encontramos pelo caminho.

Isso durou o dia inteiro, Saimos de JF as 8 e meia e chegamos a Mar de Espanha 5 da tarde.
Alguns problemas pelo caminho. Pneus furados (inclusive o meu), passador quebrando e por ai vai. Porém nada de muito problemático. Eu até tomei um tombinho, vazei uma cerca de arame farpado que me deixou com alguns arranhões na perna, mas nada grave.

Eu, o restaurante em Pequeri e o pneu furado.

EU, no chafariz da praça, em Pequeri.

O resultado do tombo no arame farpado...nada serio

O almoço em Pequeri não foi nada demais, bastante normal, mas em compensação Mar de Espanha superou tudo. Em Pequeri mesmo havia uma turma de ciclistas de Mar de Espanha nos esparando para nos "escoltar" até lá. Chegando la havia até faixa de boas vindas na praça. Fomos muito bem recebidos.

No caminho belas paisagens. E o mais interessante é que fomos de Pequeri a Mar de Espanha por um leito de uma estrada de ferro abandonada há mais de 50 anos. Mas não se não fossem pelas estações abandonadas que encontramos pelo caminho nem perceberiamos que estávamos em um leito de estrada de ferro.

Marcos e eu em uma das estações abandonadas. Esta eh de Uricana.

Mais uma. Estevão Pinto.

Chegando em Mar de Espanha...com "H"


Na pousada mais surpresas boas. Bons e confortáveis quartos, e uma bela comida. Mesa super farta com delicias de Minas.

A pousada

De noite, uma cervejinha bem de leve na praça (eu tomei um copinho so pra não fazer desfeita pro pessoal, e depois, cama. Ou melhor. Blogar pra vocês e depois sim cama.
São 22:18. Vou baixar as fotos e dormir.
Valeu.
A gente se vê.